Rock in Rio 2012. Lisboa, 26 de Maio, 21ºC ao sol. As filas. As camisolas LP. O parque começa a encher.
22h e pouco - Luzes azuis, 82milhares com os braços nos ares, guitarras ao poder. Silêncio em palco. Linkin Park are in the house. Com uma bandeira portuguesa sempre presente, acompanhada por uma bandeira do clube de fãns Lusos. Deixaram-nas bem visiveis. Berram lindamente A Place for my Head. O espaço escasseia, mas ninguém Desiste. Given Up, lugar aos moches. Prosseguem os aplausos e as lufadas de letras cantadas ou simplesmente acompanhadas. A voz não falha ao povo Luso. O espírito muito menos. E, como poucos, também Chester Bennington e Mike Shinoda deliram. Vê-se no lidar com o público o verdadeiro significado de sucesso. E com o povo português é assim - damos tudo num concerto. Como poucos. Gostamos do carinho da explosão. E eles sentem e retribuem. Como poucos. Numa Ballad Medley com Iridescent e Leave Out All the Rest, o público canta e são os LP que acompanham, cantando num tom baixo ao ritmo do público. De mão dadas Connosco, literalmente. Chester chega-se ao público da primeira fila, recebe um cachecol do FCPorto e diz, já de volta ao palco "some of you will like this, some of you won't" e mostra o cachecol. Shinoda aconchega-se num rap delicadamente bruto às mãos que se esticam para ele. Não se ficam pelo entrar, tocar e cantar. Dão espectáculo. Daquele de que gostamos, com direito a atenção especial. Somos portugueses, nem podia ser de outra maneira. Gostamos de acolher e de ser acolhidos. E depois de mais de 1h e meia de concerto, dão tudo em One Step Closer (de nós) e nas recordações físicas que oferecem, entre elas baquetas, palhetas e até a camisa do Chester. Do resto, a memória encarrega-se bem. Muito bem. Ficam as vozes roucas, os sorrisos a pedir por mais. Sai tudo. As barraquinhas de comida enchem - uma sobremesa é sempre bem vinda depois de um Grande Banquete ;)
Cumplicidade - Música.


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