Pelo acorde que dança,
Na guitarra.
Solto, envolto na lembrança
De um espírito com alma.
segunda-feira, 28 de maio de 2012
Linkin Park in Here
Rock in Rio 2012. Lisboa, 26 de Maio, 21ºC ao sol. As filas. As camisolas LP. O parque começa a encher.
22h e pouco - Luzes azuis, 82milhares com os braços nos ares, guitarras ao poder. Silêncio em palco. Linkin Park are in the house. Com uma bandeira portuguesa sempre presente, acompanhada por uma bandeira do clube de fãns Lusos. Deixaram-nas bem visiveis. Berram lindamente A Place for my Head. O espaço escasseia, mas ninguém Desiste. Given Up, lugar aos moches. Prosseguem os aplausos e as lufadas de letras cantadas ou simplesmente acompanhadas. A voz não falha ao povo Luso. O espírito muito menos. E, como poucos, também Chester Bennington e Mike Shinoda deliram. Vê-se no lidar com o público o verdadeiro significado de sucesso. E com o povo português é assim - damos tudo num concerto. Como poucos. Gostamos do carinho da explosão. E eles sentem e retribuem. Como poucos. Numa Ballad Medley com Iridescent e Leave Out All the Rest, o público canta e são os LP que acompanham, cantando num tom baixo ao ritmo do público. De mão dadas Connosco, literalmente. Chester chega-se ao público da primeira fila, recebe um cachecol do FCPorto e diz, já de volta ao palco "some of you will like this, some of you won't" e mostra o cachecol. Shinoda aconchega-se num rap delicadamente bruto às mãos que se esticam para ele. Não se ficam pelo entrar, tocar e cantar. Dão espectáculo. Daquele de que gostamos, com direito a atenção especial. Somos portugueses, nem podia ser de outra maneira. Gostamos de acolher e de ser acolhidos. E depois de mais de 1h e meia de concerto, dão tudo em One Step Closer (de nós) e nas recordações físicas que oferecem, entre elas baquetas, palhetas e até a camisa do Chester. Do resto, a memória encarrega-se bem. Muito bem. Ficam as vozes roucas, os sorrisos a pedir por mais. Sai tudo. As barraquinhas de comida enchem - uma sobremesa é sempre bem vinda depois de um Grande Banquete ;)
Cumplicidade - Música.
domingo, 20 de maio de 2012
terça-feira, 15 de maio de 2012
Friendship meaning,
Pega na mala e tira de lá a garrafa de água. Eu já estou em chatuspádásana, prestes a iniciar flexões de braços no teste de Educação Física.
"Não, não vou beber à tua frente enquanto fazes o teste" - diz Ela, baixinho, como que a falar consigo própria.
"Oh Alek, bebe, acabaste de fazer o teu teste!" - respondo
"Não, preparar-te. Eu espero e bebemos as duas juntas quando terminares."
São as pequenas coisas, naturais e, ali, misturadas com muito cansaço e suor, que explicam muito.
(:
"Não, não vou beber à tua frente enquanto fazes o teste" - diz Ela, baixinho, como que a falar consigo própria.
"Oh Alek, bebe, acabaste de fazer o teu teste!" - respondo
"Não, preparar-te. Eu espero e bebemos as duas juntas quando terminares."
São as pequenas coisas, naturais e, ali, misturadas com muito cansaço e suor, que explicam muito.
(:
segunda-feira, 14 de maio de 2012
Da letra à melodia, da melodia à palavra
Perguntou-me
" Quando se quer criar uma música o que se deve fazer primeiro? A letra ou a melodia? "
Respondi
" Isso depende da pessoa e da situação. Se estás focado em idéias de palavras, começa pela letra; se etás preso a alguma melodia, deixa-a dizer tudo. "
sábado, 12 de maio de 2012
Superar Os Limites - Com Música
"Qual o próximo Ásana, Mariana?"
Olho, sorrio, e posiciono-me em Chatuspádásana. Continuo a sorrir e passo à variação Utthita. Sorrio. Aguento mais tempo do que julgava conseguir - na verdade, não me lembro de sentir as cartilagens dos dedos a reclamar. Mas sinto o peso já em excesso, e tomo consciência de que ultrapassei o limite. Saiu de Utthita. Sorrio. "Muito bem, Mariana, foi muito bom". Sorrio mais. Mas começo a perder a força. Ele percebe. "Não me deixes aqui sozinho, não Mariana". E vacilo, mas insisto e fico. Sinto a face muito quente. O corpo lateja e treme. Alivio ligeiramente a pressão, mas diz-me logo "Não me deixes sozinho, Mariana, não! Tu consegues, são os teus limites estão a ser ultrapassados.", e fico de novo, cerro os olhos, os dentes, e concentro-me na respiração. Estou a ultrapassar algo novo. Perco toda a força - superei-me. Deito a face no chão, o corpo deixa-se inerte, esticado. "Muito bem, Mariana (: São os nossos limites que temos de superar a cada dia. Muito bem" Sinto a felicidade em cada músculo.
Sorrio.
Ele retribui o sorriso, em Alemão (:
Não são os anos de casa que fazem um bom instrutor, mas sim aquilo que o move. O sentido, as ideias, os sentimentos. A vivência. As palavras certas. A persistência e o acreditar. Nunca é apenas mais uma prática ou mais um dia a instruir - é sempre um novo momento, um novo sorriso, uma nova ideia. Bháva. Saber. Conhecer. Perceber. Ensinar. Deixar-se ser ensinado.
Há algo especial, e chama-se Amizade.
Olho, sorrio, e posiciono-me em Chatuspádásana. Continuo a sorrir e passo à variação Utthita. Sorrio. Aguento mais tempo do que julgava conseguir - na verdade, não me lembro de sentir as cartilagens dos dedos a reclamar. Mas sinto o peso já em excesso, e tomo consciência de que ultrapassei o limite. Saiu de Utthita. Sorrio. "Muito bem, Mariana, foi muito bom". Sorrio mais. Mas começo a perder a força. Ele percebe. "Não me deixes aqui sozinho, não Mariana". E vacilo, mas insisto e fico. Sinto a face muito quente. O corpo lateja e treme. Alivio ligeiramente a pressão, mas diz-me logo "Não me deixes sozinho, Mariana, não! Tu consegues, são os teus limites estão a ser ultrapassados.", e fico de novo, cerro os olhos, os dentes, e concentro-me na respiração. Estou a ultrapassar algo novo. Perco toda a força - superei-me. Deito a face no chão, o corpo deixa-se inerte, esticado. "Muito bem, Mariana (: São os nossos limites que temos de superar a cada dia. Muito bem" Sinto a felicidade em cada músculo.
Sorrio.
Ele retribui o sorriso, em Alemão (:
Não são os anos de casa que fazem um bom instrutor, mas sim aquilo que o move. O sentido, as ideias, os sentimentos. A vivência. As palavras certas. A persistência e o acreditar. Nunca é apenas mais uma prática ou mais um dia a instruir - é sempre um novo momento, um novo sorriso, uma nova ideia. Bháva. Saber. Conhecer. Perceber. Ensinar. Deixar-se ser ensinado.
Há algo especial, e chama-se Amizade.
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Me,
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SwáSthya,
vida,
what goes around comes around
quarta-feira, 9 de maio de 2012
Chama-se nostalgia ao estado de reacção inerte,
Por vezes pomos num projecto tanto de nós que excedemos limites e barreiras. Por vezes não o compreendem. E quando assim é, sorri. Sorri porque será. Será. E confia. A confiança é diferente da esperança. É mais sólida, mais persistente, mais estimulante.
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