domingo, 23 de outubro de 2011

"What goes around, comes around"

(...)
Fazia sempre a mesma pergunta, com aquela pronuncia fascinante " Quem é teu melhor instrutor? ". Eu sabia a resposta - estava orgulhosa de mim, claro! Até ali as perguntas era teóricas e os avançados sabiam todos responder; mas eu não sabia ainda grande coisa. E aquilo que sabia, por vezes confundia. Então, as respostas dos mais avançados começaram a chegar, com nomes de referências exteriores. Ele dizia que essas não eram as respostas, e isso deixava-os confusos. Acho que olhou para mim para eu responder, não me lembro muito bem ao certo. E respondi: "Nós próprios". Então, os outros olharam para mim e ele Sorriu e disse que estava certo. Ali, era a pequenina, e a sensação era tipo aquela de quando os pequeninos ficam radiantes com um presente lindo. E ali estava o meu presente lindo - o Bháva naquilo que dizia.

O tempo vai passando, e as coisas vão mudando.

Estava a tentar aprender umas equações trigonométricas a matemática com as quais, por algum motivo, tinha embirrado. Não percebia, desse por onde desse. E para mim isso era novo! Então, ouvia com atenção a professora na escola. Afinal, até nem parecia assim tão difícil. Mas chegava aos exercícios e não acertava em metade. O explicador ensinava-me em casa, e parecia que já estava a perceber de novo! Mas quando passado algum tempo fazia exercícios, era Chinês para mim.
Então, já aborrecida por não compreender, peguei nos livros e nos apontamentos. Estive tempos e tempos devolta daquilo: umas estavam certas, outras erradas. No fim, já fazia quase tudo bem - sentia-me orgulhosa de mim, claro! E quando disse esta frase, mentalmente, lembrei-me daquele momento em que ele perguntou "Quem é teu melhor instrutor?". Agora, tudo é preto no branco e eu compreendo porquê :)


"What goes around, comes around"

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