Quando a arte se envolve directamente com o trabalho de um
povo, as consequências não são apenas de natureza estética. Não se trabalhará
apenas para o indivíduo sensível, a quem a desarmonia externa incomoda; as
acções devem superar o círculo de apreciadores de arte e objectivar em primeiro
lugar os criadores e os operários que produzem a obra.
Quando a arte tem lugar no seu trabalho, a consciência
eleva-se e, com ela, a produtividade. A alegria no trabalho precisa ser
recuperada e isso é tão importante quanto a melhoria da qualidade. Portanto, a
arte não é apenas uma força estética, mas também uma força moral — e ambas
convergem em última instância para a mais importante das forças, que é o poder
económico.
Fritz Schumacher,
discurso de inauguração do
Deutscher Werkbund.
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