Vivemos num mundo regido por
padrões e regras. Vivemos num mundo em que para se ser bom basta seguir e cumprir o caminho já anteriormente traçado por
tantas outras pessoas que se revelaram boas. (...) Se pensarmos em alguém que
consideramos muito bom num
determinado assunto, jamais o associamos a alguém que seguiu regras ou padrões.
Para além disso, raramente algum muito
bom teve o apoio da sociedade quando iniciou os seus projectos que, mais
tarde, lhe trouxeram reconhecimento e credibilidade. É aí que surge o conceito
de inconformismo.
Inconformado é aquele que, por
qualquer razão, acredita em si sem ter de recorrer aos padrões dos outros.
Inconformado é aquele que tem coragem para pensar por si. Inconformado é aquele
que não gosta de dogmas – prefere verdades. E, no fundo, o que é a verdade? Muito daquilo que antigamente
foi dito como certo, como cientificamente
provado, hoje é diferente. A Terra já foi o centro do Universo – sim, foi; foi porque era verdade, no inconsciente colectivo
daquela época. Hoje não é e qualquer um de nós sabe que, na verdade, nunca foi.
O inconformismo, isto é, a
capacidade de pensar e fazer diferente, está diretamente relacionado com o à
vontade com o conceito de mudança. E na base da mudança está, regra geral, o
inconformismo. Mudança é o
elemento-chave da evolução. Por muito conformado que um determinado indivíduo
seja, jamais poderá discordar disto. Não há nada em que possamos pensar em
termos de evolução sem que lhe esteja adjacente uma qualquer mudança. Nós
próprios, seres humanos, que vivemos num processo de desenvolvimento activo,
somos seres em constate processo de modificação ao longo da nossa vida.
Inovar torna-se imperativo para
os jovens que hoje em dia querem vingar num mercado de trabalho que deixou de
ser maioritariamente nacional, para se adaptar ao processo de Globalização que
cresce a larga escala por todo o mundo, dando lugar a um mercado internacional.
No entanto, ainda falta um certo espírito de risco ao qual muitos não se
dispõem a correr – daí que o inconformismo seja uma atitude atribuída a
minorias. Apesar disso, é de reconhecer que acaba por ser vantajoso, deixando
assim espaço para os inconformados poderem vingar. Tudo acaba por ser
equilibrado – até porque nunca poderia existir inconformismo sem uma maioria
conformista.
Quando existe vontade, desejo,
ambição e gosto, os ingredientes estão todos reunidos para darem lugar a uma
mescla explosiva de sucesso. Acredito que o verdadeiro sucesso precisa sempre
de umas gotas de inconformismo. Fora isso, a verdade é que os bons não vivem mal. Mas entre não viver mal e poder arriscar em algo
que permitirá um viver concretizada,
acredito que vale a pena correr riscos. Vale a pena dispormo-nos a cair, mais
que não seja pelo prazer de posteriormente voltarmos a tentar até conseguirmos
subir. Contudo, só um inconformado com espírito de inovação consegue
compreender esse prazer – o prazer de aceitar e gostar de mudar, o prazer de
arriscar. Acima de tudo, o prazer de conseguir. Nem todos podemos ser
Lincoln’s, mas também nem todos gostariam de passar pelo caminho que ele pisou
até conseguir o que quis.
Para Revista FragMente2013®
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