"Tanto no
cavalheirismo quanto na atitude tântrica, em ambos os casos o homem abrirá a
porta do automóvel, puxará a cadeira ou cederá a passagem à mulher. A diferença
reside em que no cavalheirismo está embutida inconscientemente a concepção de
que a mulher precisa disso por ser uma incompetente que não tem capacidade para
fazer as coisas sozinha. Algo do tipo: "Isto é uma emergência! Deixem
passar as mulheres, crianças, idosos e outros descapacitados”! Esse procedimento é uma
reminiscência dos tempos em que elas usavam roupas que lhes impediam os
movimentos, época na qual nenhuma mulher praticava esportes e transpirar era
uma grande falta de refinamento. No comportamento tântrico (tantrachara), o
homem terá praticamente as mesmas atitudes preconizadas pelo cavalheirismo,
porém, agora com a concepção de que ela é uma divindade encarnada, portanto, esse
procedimento é uma reverência."
DeRose, in Tantra, a Sexualidade Sacralizada

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