"Um dia, talvez levante voo
e sinta a leveza que sonho em meus braços
impossibilitando o deslocamento por meus passos
neste espaço que ocasionalmente destôo
Já que a vida não mais tem alicerce
como o mundo, ao deixar, em mim ligeiramente perece
vejo-me num apego silencioso à fantasia
onde eu e toda a energia estão, sempre, em aleatória sintonia
Um dia, talvez, tudo voe
e com tudo eu indefinidamente flutue
espero então que toda a raiva humana se atenue
não sobrando mal passado que não perdoe.
Um dia, talvez, tudo voe."
Manuel Ramos, 27/09/2011
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